Software da Elipse automatiza linha férrea do Rio de Janeiro
Supervisório E3 controla o
sistema elétrico ferroviário da cidade maravilhosa
Com
o objetivo de automatizar o controle das subestações, seccionadoras e demais
componentes que integram a malha elétrica da linha férrea do Rio de Janeiro
(cerca de 225 quilômetros de extensão), a SuperVia, empresa responsável pelo
transporte ferroviário da cidade, resolveu implementar a solução desenvolvida
pela Elipse Software, o E3. Para isso, a SuperVia contou com o importante apoio
da ADKL Zeller Eletro Sistemas LTDA, integradora da Elipse que participou,
diretamente, do processo de aplicação do software.
Antes
da entrada do E3, o controle de toda a rede elétrica ferroviária do Rio de
Janeiro era realizado localmente, tendo como base a ligação telefônica e um
grande quadro de base ferromagnética. Nele, o desenho de um diagrama do sistema
elétrico de potência servia de referência aos controladores que, através de
pequenos imãs em diferentes formatos, registravam a configuração do sistema
elétrico da linha.
Caso
houvesse um problema na linha, o operador posicionado junto à ferrovia entrava
em contato por telefone com os controladores lhes informando a ocorrência. A
partir daí, os controladores analisavam o diagnóstico formado pelo operador e
lhe passavam qual deveria ser a próxima medida a ser tomada para solucionar,
enfim, o problema. Desse modo, além do sistema obrigar os operadores a estarem
posicionados próximos à ferrovia,os controladores não tinham a plena autonomia
quanto à tomada de decisões. Isso pelo simples fato de não deterem a menor
visão de nada o que acontecia na rede, confiando, somente, na palavra dos
operadores.
Para
mudar este quadro, o antigo painel ferromagnético manual foi substituído por
outro eletrônico, o Painel Barco. Com seis metros de largura por dois de
altura, a tela permite que os controladores tenham uma total visão da rede
elétrica da linha. Dessa forma, os controladores passaram a não só monitorar,
como também controlar os diferentes componentes da rede elétrica da linha
férrea, sem mais depender do contato telefônico dos operadores. Tudo do Centro
de Controle de Energia (CCE), sem precisar, sequer, levantar da cadeira.
Outro recurso viabilizado pelo software está
ligado à proteção do sistema. Através dele, é possível realizar manobras, ou
seja, abrir ou fechar disjuntores de acordo com a necessidade do setor, seja
isolando, seja energizando a parte da linha selecionada. Tudo via, apenas, o
uso do mouse.
“Por exemplo, digamos que haja um curto-circuito
em uma determinada região da linha. Nestes casos, podemos isolar a região
afetada até sua reparação, protegendo as demais”, afirmou Eduardo Luiz dos
Santos Limoeiro, gerente de sistemas
de automação da ADKL.
Por fim, o E3 ainda permite consultar os detalhes
referentes a qualquer evento que tenha sido executado no passado. Assim, o
controlador pode observar de que forma uma ação foi procedida, com vistas a
verificar a causa de uma ocorrência ou aprender como uma determinada operação
deve ser conduzida. No
total, a SuperVia conta com três licenças do E3, sendo um Server e dois Viewers
(E3 Viewer Control + E3 Viewer Only), todos instalados no CCE da empresa.
“Agilidade. Este foi o principal benefício
trazido pelo E3. Agilidade tanto em relação à monitoração, quanto à execução de
um comando para solucionar o problema”, destacou o controlador Júlio César
Diniz.
Mais informações pelo telefone (51) 3346-4699 ou
na seção de cases do site www.elipse.com.br.
Last modified 26/06/2009 04:23 PM